Auditoria e o futuro da profissão contábil são discutidos na 8ª Conferência do Ibracon

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Diante de um público que lotou o auditório do Teatro Bradesco, na cidade de São Paulo (SP), na manhã do dia 11 de junho, o presidente do Ibracon,Francisco Sant’Anna, saudou os participantes da 8ª Conferência Brasileira de Contabilidade.

CFC IBRACON

Diante de um público que lotou o auditório do Teatro Bradesco, na cidade de São Paulo (SP), na manhã do dia 11 de junho, o presidente do Ibracon,Francisco Sant’Anna, saudou os participantes da 8ª Conferência Brasileira de Contabilidade e, apresentando cada um dos palestrantes da programação e almejando que o consistente conteúdo do evento contribua para que todos os presentes “enfrentem com êxito os desafios que se colocam na profissão.” O presidente do Ibracon afirmou que a profissão não vai acabar, pois ainda há muito a fazer aqui no Brasil e em todo mundo, no contexto da construção de um país e de uma civilização mais transparentes, éticos e íntegros.

Zulmir Ivanio Breda, presidente do CFC

O evento, organizado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) desde 2011, reuniu cerca de 800 profissionais de todo o Brasil, e teve como um dos patrocinadores, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Em seu discurso, durante a abertura oficial da conferência, o presidente do CFC, Zulmir Ivânio Breda, reconheceu o respeito adquirido pelo Ibracon ao longo de sua história, que ao representar um segmento da profissão contábil, imprescindível para o desenvolvimento do Brasil, vem mostrando à sociedade brasileira a relevância da atividade de auditoria como área fundamental para a disseminação das boas práticas corporativas.

“Vivemos tempos de turbulência, seja do ponto de vista político, econômico ou social”, disse Breda. Para ele, o Brasil presencia um dos momentos mais difíceis de sua história, em que as instituições estão colocadas em cheque. O presidente do CFC ressaltou que se faz necessário esclarecer melhor a sociedade sobre os limites e o alcance dos trabalhos de auditoria, que não têm por escopo a investigação de fraudes e corrupção – embora possam detectá-las.

Breda afirmou que, ao mesmo tempo em que é injusto atribuir aos auditores independentes o protagonismo da responsabilidade em um ambiente corporativo fraudado – na maioria das vezes pela própria diretoria das organizações -, é importante que todos estejam cientes de que a sociedade conta com o trabalho dos auditores independentes para a evolução do ambiente de negócios em nosso País.

CNAI pessoa jurídica

O presidente do CFC afirmou seu compromisso com as pequenas e médias firmas de auditoria em romper as amarras de mercado que as impedem de concorrer livremente, especialmente àquelas amarras impostas por bancos, em especial os bancos públicos. “Se desejamos um ambiente favorável de negócios e uma livre e saudável concorrência de mercado, isto não se construirá obstruindo essas empresas de auditoria independente, pelo simples fato de serem pequenas”, disse Breda.

Na sequência, o presidente Zulmir Breda anunciou a criação de um grupo de estudos, no âmbito do CFC, para a implantação do Cadastro Nacional de Auditor Independente (CNAI) pessoa jurídica, para servir como fonte de exigência de cadastro para o mercado em geral, em especial o mercado não sujeito à regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central do Brasil (BCB).

De acordo com Breda, o CFC fará ampla campanha de esclarecimento e convencimento do mercado para contratar auditores independentes que estejam inscritos nesse cadastro, especialmente os órgãos estatais em seus processos licitatórios.

Quarta Revolução Industrial

Ao abordar a questão da considerada Era Digital, o presidente do CFC disse que a informação, a tecnologia e os processos estão evoluindo em velocidade estratosférica, e que tarefas operacionais serão naturalmente automatizadas. Para Zulmir Breda, essas mudanças terão impacto nos trabalhos da auditoria com a diminuição de rotinas, favorecendo a qualidade das análises sobre a fidedignidade dos registros e dos riscos dos sistemas de gestão. Nesses novos e bons tempos, de novos desafios e novas oportunidades, “somente os que estiverem bem preparados irão sobreviver”, disse.

Ao final de seu pronunciamento, Zulmir Breda deu um recado àqueles que pregam o fim da profissão contábil nessa nova era digital: “Digo que será o fim da carreira profissional apenas para aqueles que fecharem os olhos para a atualização profissional, para a Educação Profissional Continuada, para o estudo sistemático das normas, o domínio da tecnologia e o aprofundamento do conhecimento técnico e humanístico.

Encerrando os pronunciamentos da sessão solene de abertura, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Barbosa, destacou a importância de uma informação qualificada, afirmando que “o mercado sem informação qualificada, não existe.” Para o presidente da CVM, o mercado precisa contar com contadores e com auditores independentes em contínuo estágio de aperfeiçoamento, que prestem seus serviços de forma técnica e isenta.

Marcelo Barbosa afirmou que para qualquer regulador de mercado de capitais – e aí a CVM incluída -, não há nada mais importante do que a informação tempestiva, correta, completa e de qualidade. “Por isso dependemos de uma atuação eficiente da auditoria independente”, finalizou.

ANDRÉA ROSA 

Fonte:  CFC


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